1981 WM-1
O WM-1 é um Walkman apenas para reprodução.
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O WM-2 foi o primeiro Walkman da Sony projetado do zero, em vez de adaptado de um gravador já existente. Lançado em 1981, ele usava um layout vertical com todos os controles na frente, tornando natural o uso com uma só mão. O corpo de alumínio mantinha o peso baixo sem perder a sensação de solidez. O compartimento das pilhas ficava dentro do espaço da fita para deixar o exterior mais limpo, e um clipe removível facilitava o transporte no cinto. Um único controle giratório substituía os dois controles de volume anteriores, enquanto o seletor de fita ampliava a compatibilidade com fitas normal, chrome e metal sem mudar a ideia de um aparelho apenas para reprodução.
O Walkman já não parecia uma derivação esperta. Ele havia se tornado um objeto de consumo coerente. A Sony não precisava mais provar que a ideia funcionava; podia refiná-la em algo menor, mais limpo e mais fácil de usar no dia a dia. O WM-2 acabou se tornando a forma que muita gente imagina quando pensa em um Walkman inicial, não por ser chamativo, mas porque acertou tão bem o essencial.
Dezenove meses depois do primeiro Walkman, o WM-2 chegou como o momento em que a Sony provou que a ideia não era um experimento isolado. Ao contrário do TPS-L2, que havia sido uma adaptação estéreo engenhosa do gravador Pressman, o WM-2 foi projetado desde o início como um tocador portátil dedicado à música. Seu formato vertical e os controles frontais vinham de um protótipo de ditado de 1978, mostrando que a Sony já imaginava um layout vertical, operável com uma só mão, antes mesmo de o Walkman existir.
Nesse modelo, os designers definiram primeiro a forma, e os engenheiros construíram o mecanismo ao redor dela, criando um objeto mais limpo e intencional do que qualquer coisa anterior. O corpo de alumínio pesava apenas 280 gramas, cerca de um terço a menos que o TPS-L2, mas ainda transmitia solidez. A pilha AA ficava dentro do compartimento da fita para liberar espaço externo, e um clipe de cinto removível preservava a silhueta minimalista.
Uma única roda cuidava do volume, um seletor dedicado de tipo de fita melhorava a equalização da reprodução, e os fones atualizados usavam uma chave de mudo no lugar do recurso Hot Line anterior. As duas saídas para fones de ouvido incentivavam o compartilhamento, um pequeno detalhe que moldou discretamente o uso do Walkman no dia a dia. A Sony também adotou cores pela primeira vez, oferecendo acabamentos em cinza metálico, preto e vermelho, tratando o tocador como algo mais próximo de um acessório.
Seu layout virou o modelo da década. Controles frontais, rodas simples de volume e portas superiores limpas se espalharam por toda a linha, e a arquitetura interna influenciou a série DD voltada à precisão que viria depois. O design definiu o padrão para tudo o que veio em seguida.